A Magia do Nosso Português

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Localização: Castro Verde, Baixo Alentejo, Portugal

domingo, 25 de novembro de 2007

Não conseguimos.

Não conseguimos colocar o filme que fizemos no Blog. Pedimos desculpa. Amanhã levamos para os professores verem, e se possível tentarem pôr no Blog.

As alunas: Ana Afonso, Helena Coelho, Lúcia Coelho, Natália Cordes, Vera Marques

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Feira de Castro a meus olhos …

Texto informativo-expositivo



Plano – guia do texto “A Feira de Castro”

Introdução:
- Quando se realiza a Feira
Desenvolvimento :
- cultura
-gastronomia
-cheiros
-sentimentos
Conclusão:
- Noite da Feira


É no mês de Outubro que acontece um dos mais esperados fim-de-semana para a população de Castro verde e do Baixo Alentejo. A Feira de Castro!
A Feira começa sábado de manhã bem cedo com o tocar da banda de Castro Verde. Os comerciantes começam a retirar das caixas o que trouxeram para vender. Chegam as primeiras excursões com inúmeras pessoas, os primeiros ranchos folclóricos e grupos corais todos trajados a rigor. Aparece a primeira magia pelo que ansiamos ver.
No parque infantil costuma haver um almoço para as pessoas que chegam de fora, com comida e música tradicional Alentejana.
Muitos emigrantes vêm nesta altura a casa para passarem este fim-de-semana com a família e aproveitarem os dias de festa.
Quando vamos à Feira de Castro, encontramos um mundo de diferentes culturas.
Pessoas africanas que nos mostram a sua arte através de esculturas trabalhadas à mão, como também as trancinhas que fazem no cabelo, arte esta que aprendem desde pequenas.
Pessoas indianas que nos enchem os ouvidos com a sua música, muita dela com o uso de flauta, o barulho dos espanta – espíritos e o cheiro intenso a incenso enchem as suas barracas.
É fácil conhecer as pessoas de etnia cigana, o tradicional “cigano” veste-se de preto. As mulheres vestem saias longas e uma comprida trança no cabelo, o homem usa a barba longa e um chapéu de abas largas e usam muitas jóias de ouro. Habitualmente vendem todo o tipo de vestuário e calçado e cada um faz o seu melhor apregoando pela sua barraca na esperança de ter um bom dia e ganhar algum dinheiro para alimentar a sua família.
Ainda se vê as jarras de barro e as vergas trabalhadas à mão, permanecem os tapetes feitos de pele de animais.
O cheiro a pipocas, algodão doce, farturas e castanhas assadas (tradicionais do Norte), o brilho dos balões coloridos sobre o céu azul, faz-nos entrar num mundo de fantasia e ficar com um brilhozinho nos olhos.
O cheiro a queijo, presunto e enchidos, o sabor das azeitonas e dos bolos regionais, é alguma da gastronomia tradicional que nós Alentejanos podemos oferecer a muitos turistas que vêm de fora.
Os frutos secos e o polvo assado são algumas das oferendas que nos trazem os algarvios.
O som da música chega quando nos aproxima-mos das diversões, é bom sentir que tanto os jovens como os adultos se divertem nos carrosséis.
Há muitas exposições de sensibilização.
Deparei-me com alguns trabalhos feitos por “pessoas diferentes”, mas que são iguais a nós pois têm habilidade para fazer tanto ou ainda mais que nós.
Porém convém cair um pouco na realidade e perceber que não é tudo uma fantasia. O sonho acaba quando de repente, quase sem esperar nos deparamos com crianças a pedir esmola na rua, para poderem comer, ou apenas para satisfação dos pais que os obrigam a fazê-lo.
Mas quando a noite chega, esquecemos tudo e ficamos maravilhados com os enfeites e a iluminação que paira sobre as nossas ruas.



Natália Cordes

A nossa Feira

Texto de Reflexão usado: Comentário

Plano-guia

Introdução:
• Como começou a feira de Castro?

Desenvolvimento:
• As excursões à feira de Castro;
• A gastronomia;
• Os carrosséis;
• A noite na feira;

Conclusão:
• Devemos continuar a tradição ou deixar a feira “morrer”?



Foi durante a Idade Média que a exploração pecuária teve grande importância na região do Baixo Alentejo, levando assim, à criação de grandes feira anuais. Instituída no reinado de D. Filipe III, a “Feira de Castro” iria ajudar a obter dinheiro, resultante dos terrenos utilizados pelos feirantes, para a reconstrução da “Igreja da Senhora dos Remédios”.
Já nesta época, a feira de Castro Verde era visitada por muitos habitantes de localidades vizinhas. Hoje, podemos ver autocarros pela vila, pois vem gente de todo o país para passear e aproveitar o fim-de-semana. Vêm conhecer os cantares alentejanos, a gastronomia, a diversão e a alegria da nossa terra. Vêm pelo prazer de conhecer novas culturas e nova gente.
E por falar em gente, quem é que não conhece o “Diogo das Farturas”? É aí que se dirigimos quando o estômago nos pede alimento. O cheiro faz com que nos cresça água na boca. O olhar para aqueles churros de chocolate faz com que seja impossível não comer um. Para as pessoas apreciadoras, há ainda o polvo assado, que espalha um forte odor pelo ar. Podemos também encontrar as castanhas assadas, os doces, os salgados, a fruta, os frutos secos e muito mais por toda a feira.
Já a diversão está concentrada perto do moinho, onde estão os carrosséis infantis, os carrinhos de choque e o “Salta-Montes”. Estes dois últimos são os favoritos da juventude, visto passarem aí a maior parte do dia. A música alegre, as gargalhadas dos amigos, as máquinas a trabalhar, fazem com que seja aqui o local onde há mais ruído. À noite, com excepção desta área, está tudo mais calmo. As pessoas passeiam tranquilamente pela feira. Vêm o que não viram de dia, e depois regressam a casa cansados, mas satisfeitos com o passeio.
É por causa de tudo isto que não podemos deixar acabar esta tradição. Parece-me que com o passar dos anos a feira tem vindo a diminuir de dimensão, mas espero que não continue, pois esta “Feira de Castro” faz parte da nossa cultura e da cultura de todos aqueles que vêm de longe só para a ver.



Vera Marques

A Feira de Castro


Texto informativo-expositivo

Plano-guia do texto “ A Feira de Castro”

Introdução:
• Não há feira como a de Castro…

Desenvolvimento:
• Como era…
• Como é…
- Cores, Cheiros, Sabores e Sons
- As gentes…

Conclusão:
• Como será…

Não há feira como a de Castro…
Há muitos e muitos anos que é assim…
Das maiores do Sul de Portugal, realizada sempre no terceiro domingo de Outubro a Feira de Castro encanta a vila do Campo Branco durante três dias onde se juntam milhares de pessoas, vindas um pouco de todo o lado.
Antigamente para Castro Verde rumavam rebanhos e gado e aqui se faziam os grandes negócios do ano. Aqui se compravam as roupas, as botas para toda a família, as mantas de lã, as sementes e todos os apetrechos que fazem falta à safra da azeitona que aí vem e outras que virão ao longo do ano.
Hoje o cenário de Outono é colorido pela mistura de tendas e barracas a exibirem os produtos regionais de todo o país, bem como artesanato de países africanos.
O cheiro do polvo assado mistura-se com o doce das pipocas, do algodão doce, das farturas e das castanhas assadas.
Os frutos secos, as farturas e o famoso frango assado dão um sabor especial à Feira de Castro.
O som ambiente é uma mistura do cumprimentar de amigos que não se vêem há muito, do microfone dos vendedores fala-barato, do batuque dos carros de choque e carroceis e nos últimos anos a mistura do cante alentejano, dos diversos grupos corais, da viola campaniça que encantam os visitantes.
É assim todos os anos… uma multidão que sai dos seus carros, dos autocarros, das casas dos familiares e amigos, e invade as ruas de Castro, que se move entre as barracas, que mexe, que compra os mais diversos produtos, sobretudo os mais procurados: os figos secos, as castanhas, as amêndoas, as nozes, as cadeiras de buinho, os barros, as pantufas de pele de ovelha…
E para o ano voltará a ser assim… gente de todo o lado, gente de todo o mundo, sobretudo campaniços: os habitantes dos chamados campos de Ourique.



Ana Afonso

A nossa Feira de Castro


Texto informativo-expositivo







Plano guia

Introdução:
• Quando se realiza;
• Era o único ponto de comércio;
Desenvolvimento:
• É muito ou pouco visitada?
• Memórias antigas;
• Sons, cheiros e sabores associados à Feira;
• A iluminação;
Conclusão:
• Venha conhecer a Feira para o ano;

A nossa Feira de Castro
No terceiro domingo de Outubro decorre uma das mais importantes feiras da região, a Feira de Castro. Esta Feira foi criada em 1620 por Filipe III. Outrora, era para muitos o único lugar de comércio ao longo de todo o ano.
Neste fim-de-semana, milhares de pessoas tomam de assalto a vila de Castro Verde, como se fossem nómadas por umas horas, fazem a festa em tudo o que é sítio, cantam e dançam como se o tempo não os estafasse.
Cimentada pelos anos, por isso é que ainda tem continuidade, refletem pelas barracas de pano as memórias antigas de noites de despique e de baldão. De viola campaniça e canto cigano.
A Feira de Castro está sem dúvida associada ás castanhas, nozes e figos secos, às pantufas, casacos de pele de ovelha e mantas de lã. E ao som dos vendedores fala-barato ao microfone, em cima das carrinhas, para venderem o mais possível.
Junta-se ao cheiro das castanhas assadas, o cheiro das farturas, dos frangos assados, dos queijos e enchidos, das pipocas, do algodão doce, esta mistura de odores, nem sempre agradável para todos, tornam-se umas das iguarias mais apreciadas, em toda a Feira.
Também não posso deixar de referir, as cores vibrantes que iluminam o recinto, assim que a noite chega, em contraste com essa iluminação, temos os carrosséis de cores ainda mais apelativas, onde uma grande multidão se diverte durante esse fim-de-semana.
Com tudo isto, não há razões para que, nos anos seguintes, não venham conhecer e descobrir esta Feira que abala esta serena vila, situada no meio da Planície do Campo Branco.



Helena Coelho

A Feira de Castro

Texto informativo-expositivo



Plano guia:
Introdução:
• Quando é a Feira de Castro;
• Em que ano foi criada;

Desenvolvimento:
• Quem vem a Feira;
• O que pode nela encontrar;
• O que é a Feira de Castro;
Conclusão:
• A Feira nos dias de hoje.

Passou o Verão, foram-se os calores, acabaram-se as folgas, entrou-nos porta dentro o mês de Outubro. E ao falar-se de Outubro, não há nínguem no baixo Alentejo que não se lembre da famosa Feira de Castro, uma das maiores e mais genuínas do Sul de Portugal.
Desde 1620, ano de criação da Feira, que as pessoas de Castro Verde, têm como costume cuidar de suas casas para receber família e amigos, caiam de alto a baixo e refazem as barras mais desmaiadas pelos sóis que lavadas das chuvas. Porque afinal, aproxima-se o terceiro fim-de-semana de Outubro, e consequentemente, a Feira de Castro.
São milhares os forasteiros que vêm até esta pacata vila, cumprindo uma tradição de muitos séculos. Também os carteiristas, como é habitual, não faltam na Feira. Sinal de que a Feira de Castro é feita de múltiplas componentes; daí talvez, este sabor popular que ainda mantém, com as inumeráveis excursões e as centenas de feirantes, a Feira é visitada por cerca de setenta a oitenta mil pessoas.
A Feira de Castro, é sem dúvida caracterizada pela típica feira do gado, pelo som dos belos cantes Alentejanos e ciganos, e a música dos carrosséis que fazem a delícia de miúdos e graúdos. Por aquelas ruas coloridas e cheias de magia, onde as pessoas se perdem por entre os figos, nozes e castanhas, produtos que a serra Algarvia vem mostrar e vender a este lado da planície.
Por aquele cheiro das farturas, das típicas castanhas assadas, dos presuntos e queijos Alentejanos, das azeitonas, do polvo assado e dos pães com linguiça.
Pelos pregões da gente cigana, e aquela astúcia subtil para impingirem gato por lebre. Pelas mantas do Lombador, as botas dos sapateiros de Almodôvar, os cestos de Ourique, os barros de S.Pedro do Corval...
No entanto, e embora a Feira não dure já tantos dias como antigamente; e agora se resuma só a algumas horas no sábado e no domingo; são de festa, os dias da Feira de Castro, apesar dela já não ser o local para as compras do ano inteiro. Como muita gente diz: “Antigamente a Feira era como hoje as vésperas de Natal; as pessoas vinham para comprar, agora vêm para passear.”
Viva a Feira. Ela é única. Viva a Feira e volte para o ano!




Lúcia Coelho