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terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Liberdade de imprensa

As liberdades não são produto das estruturas do Estado, mas da vontade de todos, ou seja, as liberdades não são criadas e não se manifestam senão, normalmente, quando o povo as quer. Daí, a ideia de Bénoit: "as liberdades não nascem senão de uma vontade, elas não duram senão enquanto subsiste a vontade de as manter.
Mas como em todas as leis, há pessoas contra e pessoas a favor; e a liberdade de imprensa não é excepção.
Os cidadãos contra esta liberdade alegam que não são poucos os exemplos de que a liberdade de imprensa, nos últimos anos, tem sido usada para injuriar, difamar, caluniar e invadir injustamente a privacidade de pessoas.
A imprensa não tem o direito de anunciar factos, fotos, imagens de episódios ainda não esgotados pelas técnicas de investigação, e consequente comprovação legal. Nem têm o direito de questionar sem prova, pessoas com a sua privacidade invadida e as suas virtudes morais interrogadas .
Vendo a liberdade de imprensa por esta perspectiva, constata-se que ,lamentavelmente, sempre houve falta de respeito ao direito à imagem, por parte da imprensa que, sem o menor cuidado com os preceitos legais ou conceitos éticos, expõe ao público imagens inéditas e particularidades da vida de pessoas que, antes de qualquer possibilidade de defesa, se vêem às voltas com o facto de terem que provar que não cometeram um determinado acto ou que as informações passadas não são plenamente verdadeiras, sendo, muitas vezes, condenadas pela opinião pública, induzidas por matérias falaciosas, sempre incompletas que embutem apenas vergonha e prejuízos tanto morais como materiais a quem é acusado.
Havendo também pessoas a favor, defendem que a liberdade de expressão é um direito humano e a sua proteção, um elemento essencial para a sociedade.
Cada vez mais, jornalistas são perseguidos, atacados, detidos e assassinados, por realizarem este trabalho indispensável. Segundo a Comissão de Proteção aos Jornalistas, cinquenta e seis jornalistas foram mortos no cumprimento do dever em 2004. Dezenove continuam dados como desaparecidos, receando-se que tenham sido mortos, e cento e vinte e quatro encontram-se detidos. É trágico e inaceitável que o número de jornalistas mortos no cumprimento do seu dever se tenha tornado vulgar na liberdade de imprensa.
Segundo estes cidadãos: “Todos deveríamos ser gratos à imprensa pelo seu trabalho e pela sua imaginação”.
Na minha opinião pessoal, a liberdade de imprensa devia ser respeitada, uma vez que os jornalistas estão a fazer simplesmente o seu trabalho, porque não nos podemos esquecer que o direito de “procurar, receber e difundir informações e ideias por qualquer meio de expressão” está consagrado no artigo 19° da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Lúcia Coelho 12º A Nº 21

1 Comentários:

Blogger Professor disse...

Avaliação global:
Bom +

Professores: Alice e Paulo

12 de março de 2008 às 12:58  

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